9º plano de aula – Coragem

Para o professor se orientar 

Queime seus navios

Poucas vezes lembro-me de ter tido grande receio em fazer ou dizer algo que pudesse trazer-me consequências. Dizemos sempre que devemos ousar, dizer o que estamos sentindo e pensando sem medo. Mudar as regras do jogo, quebrar barreiras, “afogar” preconceitos.

Há pouco tempo atrás senti medo. Um medo tolo, talvez infantil, mas temeroso. Daqueles em que as palavras insistem em fugir e perder-se no inconsciente, de onde imploraria para que elas nunca tivessem de lá saído. Mas saíram. E tão logo quanto saíram, o medo também se foi.

Nessas horas lembro-me de uma história interessante que sempre serve-me de lição. A do descobridor espanhol e conquistador do México Hernan Cortez. Quando ele apontou em Vera Cruz no século XVI, a primeira providência que tomou foi queimar seus navios. A seguir, falou a sua tripulação: “Homens, vocês podem lutar ou morrer.”

Ao queimar os navios, sua intenção era de não retroceder e voltar à Espanha. Cortez sabia que essa possibilidade era uma desculpa para render a batalha e que, sem navios, seus homens teria uma poderosa motivação para vencer. Logo, você precisa se comprometer com sua idéia e aprender a “queimar seus navios”, convencendo-se de que não tem para onde recuar.

Posso dizer que queimei um navio. Pequeno, decerto, mas uma vez queimado, não há para onde recuar, e por vezes é mais fácil enfrentar do que temer. Dessas poucas vezes em que me comprometi com o medo, perdi momentos valiosos de fortalecer amizades, estreitar laços. Quantos de nós, deixamos de fazer ou dizer coisas importantes por medo? Quantas vezes nos falta coragem de ousar, de lutarmos pelo que queremos? Como já dizia Grace Hooper, inventora “O navio só é seguro no porto. Mas não é para isso que se fazem navios.”

Afinal quem é guerreiro? Quem foram as maiores pessoas de nossa história que não temeram o improvável? É Alexandre, O Grande, esmagando os persas, é Joana D’arc rompendo o cerco de Orleans. É Mahatma Gandhi resistindo em prol da independência da Índia. Carlos Castañeda define melhor essa diferença. “A diferença fundamental entre o homem comum e o guerreiro é que o guerreiro encara tudo como desafio, enquanto que o homem comum encara tudo como benção ou maldição.”

História/metáfora

Citação

Coragem não é ausência de medo, e sim resistência ao medo.

Meditação

Meditação Lipe tem fé

Música

Atividade Integrada